quarta-feira, 14 de abril de 2010

CRISE DA NORMALIDADE

Esse é um texto muito especial de uma grande amiga minha Eunice Costa..........



Crises da “Normalidade”


Levo uma vida totalmente atípica para uma mulher de 36 anos!

Moro numa aldeia indígena isolada na Floresta Amazônica. Vivo para cuidar das pessoas, num trabalho voluntário que abracei há praticamente doze anos. Meu objetivo é o cuidado integral: corpo, alma e espírito! Medico os enfermos, ajudo criancinhas a vir ao mundo e choro com os que devolvem a terra seus ente queridos, prestando-lhes nossa última homenagem.
Ajudo meus amigos a descobrirem o significado das letras e a se encantarem com a magia de juntá-las, formando palavras, frases e textos.
Enquanto dou banhos e curo feridas, oriento as mães nos cuidados de higiene que podem evitar doenças e óbitos.
Incluo o povo em minhas orações e ajudo-os a encontrar o caminho que conduz ao Criador.
Aqui neste cantinho escondido do mundo, sinto-me útil, amo e sou amada, vivendo numa relação de reciprocidade nos processos de ensino e aprendizagem. Sou feliz!
Mas surgem dias, aqueles raros dias em que me pergunto porquê e para que estou aqui!....
Há situações - inesperadas ou corriqueiras - que desencadeiam o que denominei “crise da normalidade”!

Por mais que eu tente negar a realidade, ela é muito patente: Não sou “normal”! Então, me bate “aquela” vontade de “ser normal”... Vontade de voltar a estudar, de fazer novos cursos, de encarar um emprego “normal”...

Vêm as lembranças dos namorados, do enxoval que amarelou num baú, dos planos de casamento que deixei para trás... Sinto falta do marido que nunca tive e chego a chorar de saudades dos filhos que nunca acalentei...
Desejo ser normal!

Quero a vida que as mulheres normais vivem: Decorar uma casa, cultivar um jardim, buscar boletins na escola, planejar férias com as crianças no campo ou na praia...
Prometo para mim mesma: este é meu último ano aqui! Decidi! No próximo ano, voltarei à normalidade!

Daí chegam as férias... as esperadas e sonhadas férias. Corro “prá casa”, ansiosa prá chegar e por algumas semanas, fingir que “sou normal”.
Mas... “em casa”, ficar no “quarto de hóspedes”, me faz lembrar que a casa é do papai... e embora tenha um espaço para mim, não é mais o “meu quarto”, a “minha casa”, o “meu guarda-roupas”: virei hóspede!

Visito minhas amigas da mesma idade que eu. Observo a vida “normal” que elas levam: correndo para conciliar o competitivo mercado de trabalho com o serviço do lar, que vai se acumulando para os finais de semanas; os filhos disputando sua atenção enquanto ela se desdobra prá preparar o jantar para a família, deixa a máquina lavando roupa enquanto liga prá marcar consulta com a Pediatra e corre atrás de uma babá substituta porque a mocinha que a ajudava decidiu ir morar com o namorado e não veio mais trabalhar!
Algumas conseguem a hercúlea façanha de esperar o marido com a mesa do jantar impecável, os filhos limpos e arrumados e ainda recebê-lo na porta com um sorriso radiante e o vestido da cor que ele mais aprecia! (Ele nem desconfia que ela chegou atrasada no emprego porque o pneu do carro furou e, depois da bronca do chefe, ainda ouviu a professora da filha adolescente reclamar que ela está matando aulas e sendo indisciplinada na sala de aula!)
Na hora que sentamos para jantar, inevitavelmente viro a “atração” do evento! Afinal, raramente esta amiga “exótica” da mamãe aparece para jantar: invariavelmente as deliciosas comidas acabam gelando no meu prato, pois a infindável torrente de perguntas não consegue ser vencida entre uma garfada e outra da refeição: perguntas engraçadas, curiosas, indiscretas, constrangedoras... Aí eu percebo que não adianta fugir. É melhor cair na real: “Não sou Normal”
E à medida em que os dias passam, vou me cansando de descansar: os carros que passam na rua durante a noite, o apito do guarda-noturno, as sirenes que anunciam mortes, crimes, tragédias, me tiram o sono. Fico zonza quando saio na agitação das ruas nos horários de “rush”, com o movimento dos carros, os ônibus lotados, os sons e luzes do Shopping Center...

Tenho vontade de fugir... fugir para o sossego da “anormalidade”...
Ser normal cansa mais do que ser exótica!

Acho que não me acostumo mais à vida “normal”...

E assim, volto à minha realidade: por algum tempo nem me importo mais com a casa sem energia elétrica, com a falta de geladeira, chuveiro elétrico, telefone ou microondas. Nem sinto que não existe internet ou TV à cabo. Curto o pôr do sol, o canto dos pássaros e o luar prateando a floresta. Redescubro a felicidade!
E sou feliz... mesmo quando voltarem as crises da normalidade... elas só poderão me desestabilizar por breves momentos. Assumo: Sou atípica, exótica, anormal... Mas o que vale é ser feliz!




Eunice Ester Bastos Costa – MKK 18/11/2009

quinta-feira, 8 de abril de 2010

VALORIZE A VIDA

Precisamos aprender a agradecer por tudo que recebemos da vida, tudo é um dom!
Mesmo quando passamos por adversidades, aprendemos algo novo com a situação. As experiências que ganhamos em cada dificuldade nos traz sabedoria para problemas futuros.
Valorize os momentos em que você passa com sua família, seus filhos, aquele filme antigo que você gosta tanto, aquele sorvete de casquinha que tanto tempo você não toma, andar na chuva e se deixar molhar inteiro, e chegar em casa e tomar um banho quente para não resfriar.
Há todo momento vemos pessoas amigas e estranhas adoecendo perto de nós, e isto me chama a atenção de que não estamos dando o devido valor a vida que nos foi dada!
Precisamos valorizar cada momento, cada beijo, cada abraço, cada risada, mandar recados para os amigos, dizer "EU TE AMO", beijar as pessoas que você ama, elogiar quem você gosta, pedir perdão pelos erros cometidos (quem nunca cometeu), perdoar as faltas cometidas (principalmente pelos amigos).
Não deixe para amanhã a declaração de amor que você pode fazer hoje!
VOCÊ É ABENÇOADO POR ESTAR VIVO, POR ESTAR LENDO ESTA MENSAGEM E TER PESSOAS QUE SE IMPORTAM COM VOCÊ E POR DEUS QUE HOJE QUER TE DAR UMA NOVA CHANCE!!!!!!
VALORIZE A VIDA!

 

sexta-feira, 2 de abril de 2010

CRUCIFICAÇÃO






Será que alguém teria coragem de dar sua vida em favor de um ladrão, uma prostituta, um mentiroso, um bêbado, um estuprador, um pedófilo, um homicida, um drogado, um pervertido, um avarento?????? Eu não teria!
Agora imagine esta pessoa morrendo no lugar de cada uma dessas pessoas, e ainda essas pessoas zombando dela até o último suspiro, e nesse último suspiro ainda dizer: "PAI PERDOA, PORQUE NÃO SABEM O QUE FAZEM."
Só existe uma pessoa em todo o planeta capaz de fazer algo dessa grandeza JESUS CRISTO!
Ele morreu por mim e por você, não importa qual seja o pecado que carregamos, ele não faz distinção, Ele nos quer resgatar e nos dar SALVAÇÃO!
Neste dia tão ESPECIAL que lembramos de sua crucificação, que possamos lembrar que a crucificação foi necessária, para nos resgatar do pecado e nos dar a Salvação!
Vamos honrar este sacrifício dando o maior presente que Deus espera de nós NOSSO CORAÇÃO E NOSSA VIDA!!!!!!
E lembrem-se JESUS morreu por nós, mas além disso Ele RESSUSCITOU..........GLÓRIA A DEUS!!!!!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

AUTO-EXAME

O AUTO-EXAME




“Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice.”.

I Coríntios 11.28 (ARA)



Os espelhos não mentem, não enganam, são completamente honestos. Nada pode corrompê-los. Eles expõem com uma verdade inocente exatamente o que está a sua frente, sem retoques, sem “palavras escolhidas” ou qualquer artifício para atenuar marcas ou defeitos, também não valorizam com cores mais fortes ou grande brilho nenhuma qualidade ou virtude, nada é superestimado. A imagem é justa... É o que é! Mas os olhos daquele que está à frente do espelho podem enganar. A visão pode ser seletiva, viciada, estar comprometida por valores corrompidos, e então focar-se em pontos específicos, distorcidos, vendo o que não existe ou somente o que se quer ver.

Por vezes queremos ajudar a outros os levando a enxergar problemas, erros, falhas, pecados, em um processo que visa o crescimento moral, emocional, espiritual da pessoa a quem queremos bem. Mas como podemos amar a outros se não amarmos a nós mesmos? E se nos amamos precisamos usar de toda a sinceridade quando examinamos a nós mesmos, pois este é um dos maiores benefícios que alguém pode fazer a si mesmo: se auto-examinar.

Quando somos examinados por outros precisamos nos revestir de amor, humildade e tolerância para ouvir, mas quando fazemos um auto-exame outras duas palavras são acrescentadas a essa relação: a sinceridade (já mencionada) e a honestidade. Enxergar-se através do prisma do Senhor, ver-se através do telescópio de 66 lentes que Ele nos deu – a Bíblia, e permitir que Deus ressalte tudo o que precisa ser tratado e sarado, é um processo que até pode parecer doloroso, mas é indispensável quando o objetivo é estar em condições de se apresentar ao Senhor de maneira aprovada. Amém!

 Euripedes Fraga

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