quinta-feira, 1 de abril de 2010

AUTO-EXAME

O AUTO-EXAME




“Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice.”.

I Coríntios 11.28 (ARA)



Os espelhos não mentem, não enganam, são completamente honestos. Nada pode corrompê-los. Eles expõem com uma verdade inocente exatamente o que está a sua frente, sem retoques, sem “palavras escolhidas” ou qualquer artifício para atenuar marcas ou defeitos, também não valorizam com cores mais fortes ou grande brilho nenhuma qualidade ou virtude, nada é superestimado. A imagem é justa... É o que é! Mas os olhos daquele que está à frente do espelho podem enganar. A visão pode ser seletiva, viciada, estar comprometida por valores corrompidos, e então focar-se em pontos específicos, distorcidos, vendo o que não existe ou somente o que se quer ver.

Por vezes queremos ajudar a outros os levando a enxergar problemas, erros, falhas, pecados, em um processo que visa o crescimento moral, emocional, espiritual da pessoa a quem queremos bem. Mas como podemos amar a outros se não amarmos a nós mesmos? E se nos amamos precisamos usar de toda a sinceridade quando examinamos a nós mesmos, pois este é um dos maiores benefícios que alguém pode fazer a si mesmo: se auto-examinar.

Quando somos examinados por outros precisamos nos revestir de amor, humildade e tolerância para ouvir, mas quando fazemos um auto-exame outras duas palavras são acrescentadas a essa relação: a sinceridade (já mencionada) e a honestidade. Enxergar-se através do prisma do Senhor, ver-se através do telescópio de 66 lentes que Ele nos deu – a Bíblia, e permitir que Deus ressalte tudo o que precisa ser tratado e sarado, é um processo que até pode parecer doloroso, mas é indispensável quando o objetivo é estar em condições de se apresentar ao Senhor de maneira aprovada. Amém!

 Euripedes Fraga

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