quinta-feira, 5 de abril de 2012

A Páscoa do Cristão




Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez,
chamados cristãos.” Atos 11.26b 






             Tenho registrada em minha memória uma “doce” cena, de quando eu tinha aproximadamente uns sete anos. Era Páscoa e estávamos todos na casa da minha avó paterna. Em seu jardim, entre perfumadas roseiras de cores variadas e uma multiplicidade de outras belas flores, esconderam alguns ovos de chocolate, e a “árdua” tarefa que cabia a nós, crianças, era controlar a ansiedade e encontrar aquele precioso tesouro camuflado entre as folhagens.
            A minha infância passou, e hoje entendo que aquela Páscoa, por mais divertida e alegre que fosse, estava severamente prejudicada, porque naquela festividade faltava o principal... Jesus! Esse festejo secular marcado por chocolates e coelhos risonhos pode ser chamado de qualquer coisa, mas não guarda nenhuma relação com a Páscoa (no nosso caso, especificamente a cristã, não obstante existir também a judaica), e por essa razão é um momento vazio de qualquer propósito espiritual significativo.
            A Páscoa só terá algum sentido se o indivíduo se entender cristão, e o ser cristão não é um título honorífico ou uma “palavra bonita”, mas uma identidade. Os seguidores de Jesus Cristo foram chamados de cristãos por manifestarem, em suas atitudes, características de quem seguia os ensinamentos de seu mestre (Cl 03.12-14). Cristãos eram aqueles que pregavam e viviam a mensagem do evangelho, e por ela estavam dispostos a morrer, como de fato morreram martirizados praticamente todos os apóstolos e muitos dos primeiros discípulos... eram os que viviam sob o vínculo do amor!
            Expressões como “tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24) só farão sentido para aqueles que conhecem o sacrifício ao qual o Filho de Deus se sujeitou por amar a humanidade, e para estes celebrar a Páscoa, a doce e prazerosa Páscoa, realmente terá um significado especial. Não porque comerão chocolate, mas porque tem para si uma promessa garantida com um selo real, lavrada com o sangue do Cordeiro de Deus.




Pr. Euripedes Fraga

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