quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Cana quebrada, Pavio fumegante





Não esmagará a cana quebrada, nem apagará o pavio que fumega”.
Isaias 42.03






Nasci e cresci na cidade grande. Em São Paulo era muito raro termos problemas com o fornecimento de energia, por essa razão as noites iluminadas não suscitavam nenhuma admiração. Certa ocasião, visitamos minha avó que moravam em uma fazenda no interior de Goiás. Não fazia muito tempo que haviam se instalado ali, e não contavam com luz elétrica. Ao anoitecer toda a iluminação ficava por conta de lampiões e lamparinas de querosene. Quando o combustível ia chegando ao seu fim, o pavio perdia sua força e a escuridão ia gradativamente dominando o ambiente. Então alguém apagava definitivamente o pavio, era o fim daquela branda luz.
A cana quebrada e o pavio que fumega falam das fraquezas humanas. Frágil como uma cana amassada, que perdeu seu vigor e estala com facilidade ao receber a menor pressão, sensível como o pavio que fumega, que é agitado pelo mais insignificante dos ventos podendo vir a apagar a qualquer momento. Qualquer tentação torna-se avassaladora, a mais ingênua das provocações do inimigo torna-se uma tormenta. Para quem se vê na condição de cana quebrada toda e qualquer luta é épica, aquele que se encontra como um pavio fumegante se sente esvaído em suas forças, se vê impossibilitado de sustentar a chama que parece ir se apagando. Mas não é o fim! Jesus é aquele sobre quem o profeta falava. Ele não permitirá que a escuridão avance por sobre nossas fragilidades, mas por Sua graça somos alimentados, dia após dia, e a nossa chama permanece acesa. O vigor da cana n’Ele é restaurado, e resistimos ao inimigo em todo o seu furor.  O óleo que alimenta o fogo no pavio é derramado por Ele em nossas lâmpadas, e nunca faltará. 

Pr. Euripedes Fraga


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